Matueté Blog

RELATOS DE VIAGEM

12 de junho de 2022

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A magia do Egito por Susanna Lemann

 

No começo do ano, Susanna Lemann realizou um desejo antigo: desbravar o Egito ao lado da família. Aqui, ela conta detalhes sobre essa jornada mágica, que incluiu dias navegando pelo Nilo e noites a luz de velas no deserto.


Fazia muito tempo que o Egito estava na minha bucket list e passamos a pandemia planejando essa viagem que, para mim, é definitivamente uma experiência once in a lifetime. Nosso ponto de encontro – estávamos em 13 pessoas – foi o Cairo e mal pude acreditar quando vi todos reunidos: em tempos mais restritivos, quando isso acontece, já é uma vitória!

Cairo é uma cidade poluída e barulhenta, mas tem bons hotéis e serve como ponto de partida para visitar lugares imperdíveis, caso das Pirâmides de Gizé e do Museu Egipcio. Ali, já ficou muito claro para todos nós um fator essencial desta viagem: a presença de um bom guia. Com nosso historiador Mohamed, escolhido a dedo pela Matueté, túmulos e templos ganharam vida própria e pudemos nos transportar até três mil anos atrás.

Depois do Cairo, seguimos até Luxor para mais aprendizados e aventuras, como a visita privativa ao túmulo da rainha Nefertari, highlight absoluto entre os passeios históricos, e o voo de balão sobre o Vale dos Reis.


Sobre o Nilo

 

 

Outro ponto alto do roteiro organizado pela Matueté foi o trecho entre Luxor e Aswan. Imagine navegar pelo Nilo em uma dahabiya, aquelas embarcações típicas do Egito, mas em uma versão privativa e cheia de bossa. Tivemos tempo suficiente para conhecer comunidades locais e caminhar por sítios históricos e bem conservados, como o túmulo de El Kab, tudo isso no nosso ritmo, bem slow travel

equipe era autêntica e muito cuidadosa: todo dia éramos surpreendidos com refeições deliciosas, passeios fora do óbvio e até festa de aniversário com direito a música e dança. 


Mil e uma noites

 

A jornada pelo Egito não poderia ter terminado em um cenário mais especial: um ecolodge bastante romântico no Oásis de Siwa. Sem eletricidade, nem wi-fi, foi a escolha perfeita para refletir sobre tudo que vivemos nos dias anteriores. 

É um lugar para mergulhar em experiências mais autênticas, como conhecer uma fazenda de tâmaras e visitar um mercado com artesanatos feitos pelos povos da região  – e bem diferentes dos artigos “made in China” que encontramos em paradas mais turísticas. Para fechar a temporada com chave de ouro, nada melhor do que os jantares à luz de velas, ouvindo as histórias dos desbravadores que passavam por aquelas terras há muitos e muitos anos. O Egito é definitivamente uma viagem transformadora

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12 de fevereiro de 2022

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O melhor do Uruguai, por Gabriela Figueiredo


 

RELATOS DE VIAGEM

 


 

No começo do ano, Gabriela Figueiredo voltou mais uma vez ao Uruguai, destino que está entre seus favoritos. Aqui, ela entrega os segredos de seu pueblo do coração e relembra que agora é a hora de aproveitar o melhor do país.

 


 

Já faz alguns anos que escolho o Uruguai para uma temporada de verão e, sempre que possível, o simpático vilarejo de Garzon está no meu roteiro. Estrategicamente localizado entre a praia e o campo, o destino tem apenas 80 habitantes e um clima de interior delicioso. O cenário? Praça com parquinho, duas vendinhas locais, cavalos e hortinhas nos quintais. Tudo no melhor estilo despretensioso, meio boho, meio chic, mas sem abrir mão de toques sofisticados, que incluem bons restaurantes e importantes centros culturais.

É lá, por exemplo, que fica um dos melhores restaurantes do país, comandado pelo chef Francis Mallmann. Assim como muitos expatriados, em sua maioria ingleses e new yorkers, o cozinheiro argentino faz de Garzon sua morada nos meses de calor.

Todas minhas visitas foram memoráveis, mas arrisco dizer que a última, no Réveillon, ganhou um lugar especial no meu caderno de viagens. Tive a sorte de participar de uma ceia no restaurante Garzon com direito ao próprio Francis Mallmann filetando o peixe na crosta de sal. Um banquete mágico, servido ao ar livre para poucos, como pedia o momento. Além disso, adorei estar em Garzon na época do festival de arte Campo Garzon. A cidade é tomada por galerias e intervenções e ganha um clima vibrante. Bares pop up e muita coisa acontecendo por ali, como a inauguração da instalação de Leandro Erlich, famoso pela piscina do 21st Century Museum de Kanazawa.

Para os entusiastas da arte, outra grande novidade na região é o Ta Kuht, skyspace do James Turrel. que fica em uma pousada pertinho da praia em Jose Ignacio. A visita foi incrível e mais incrível ainda é pensar que a experiência acontece em uma cidadezinha balneária do Uruguai. Recomendo reservar o primeiro horário e acordar de madrugada para ver o sol nascer multicolorido ali.


 

Sombra e água fresca

 

Minhas férias também foram de praia, praia e mais praia! Aproveitamos demais o sol, alternando os dias entre as praias Mansa e Brava, em Jose Ignacio. Virei tão local que aprendi a técnica perfeita de fincar o guarda-sol na areia – pode parecer algo simples, mas o vento é intenso. Ah: recomendo comprar uma das elegantes saídas de linho, vendidas pelos ambulantes.

E, para não perder um minuto de sol, antes de pisar na areia vale se abastecer das tortas veganas e sanduíches caprichados da Panaderia Jose Ignacio. Já no almoço pós-praia, a graça é ter um “chiringuito” favorito para chamar de seu – o La Huella, o La Susana e o El Chiringuito estão entre os meus. Além das delícias uruguaias, o programa pede a companhia de uma jarra de clericó.


 

Meio praia, meio fazenda

 

Para diversificar a programação, indico fazer uma degustação de azeites na O’33, uma vinícola e olival boutique, que tem um parque de esculturas em meio as oliveiras e parreiras. A arquitetura da bodega é linda e as crianças aproveitam bastante a experiência. Outra sugestão é conhecer a imponente vinícola Bodega Garzon. Tem ótimos vinhos e programas como passeio de bicicleta ou picnic pelas parreiras. Também não poderia deixar de citar um dos pontos altos da viagem, que foi a experiência de nadar com cavalos no rio da Estância Vik. O programa termina com um picnic sob a copa das árvores. Inesquecível!

Quando cai a tarde, nada como pedalar sem pressa pela cidadezinha Garzon e pelos campos nos arredores vendo o céu ganhar novos tons. Ou, quem sabe, terminar o dia com sorvete sabor super dulce na Heladeria de Jose Ignacio.

Como se nota, o verão no Uruguai é sinônimo de slow, slow travel para quem busca uma temporada leve, despretensiosa e deliciosa. Muito, muito sol, praia até cansar, delícias gastronômicas e experiências da vida no campo. Garanto que quem vai sempre encontrará um motivo para voltar.

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11 de novembro de 2021

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Ninguém melhor do que Gabi Figueiredo para a nova edição da série Viajando com, em que convidamos viajantes para contar suas mais incríveis descobertas em andanças nada óbvias.

Das caminhadas na Índia aos encantos culturais do Japão, ela é especialista em pesquisar os mais minuciosos segredos de um destino para garantir que seus roteiros sejam marcados pelo autêntico, pelo inesperado. A seguir, Gabi divide conosco suas experiências mais genuínas para que suas próximas viagens sejam únicas, daquelas que ficam para sempre na memória e no coração. Prontos?

1.Se você pudesse viajar para qualquer lugar amanhã, para onde iria?

Japão. Mesmo chegando só depois de amanhã! Conhecer o Japão é mais do que uma viagem no espaço. É uma viagem no tempo, para o futuro, mas um futuro imagético, de neons, robôs e vending machines. E é minha grande frustração pandêmica: tinha planejado passar dez dias em Kyoto no Réveillon de 2020 – aguardando ansiosamente a reabertura.

2.Qual a memória de viagem que mais aquece o seu coração?

De tempos em tempos, tento fazer uma viagem só com a minha mãe. Gostamos de alugar apartamentos e passar muitos dias numa cidade só, batendo perna, comprando comidinhas nas vendas locais, vendo tudo o que tem para ver, comendo em todo tipo de restaurante. Fizemos isso uma primeira vez em Paris e foi muito especial. Alugamos um apartamento que era uma antiga cocheira de um prédio do séc. XVIII, ao lado do Marché des Enfants Rouges e, na cartinha de boas vindas, o proprietário incluía um voucher para um buquê de flores de uma banca do mercado. Fomos correndo buscar o nosso e nunca me esqueço da alegria que esse pequeno gesto significou.

3.Conte pra gente seu segredo, aquele cantinho no mundo que só você conhece.

A taverna Kalofego, na praia de Pori, em Koufunisia.
Com 17km de perímetro (e 5 km² de área), é uma verdadeira joia das Cíclades. A típica ilha grega pacata, com cabras nas montanhas, janelas azuis, igrejinhas brancas e praias de cair o queixo, como Pori (de areia, em forma de meia-lua, perfeita). No fundo da praia, uma taverna, com mesinhas ao ar livre e um menu que muda todo dia, com uma abordagem muito atual da cozinha mediterrânea e os melhores ingredientes locais. Até a infalível salada de tomate com feta é melhor lá.

4. Todo mundo tem uma história curiosa de viagem. Conte pra gente um fato estranho que aconteceu com você.

Eu torci meu pé na minha festa de casamento e embarquei, no dia seguinte, para o Atacama com um robofoot na perna esquerda. Imagine uma viagem onde andar seria importante? Então, eu cheguei de cadeira de rodas. O Explora, onde fiquei, além de ser 100% acessível, conseguiu fazer uma mágica: transformou aqueles dias de tal forma que eu não perdesse nada. Consegui ver um dos cenários mais impressionantes da minha vida ­– o Salar de Tara – e até me aventurei numa baguncinha nas dunas no último dia. Lua de Mel é para ser inesquecível e a minha certamente foi.

5. A refeição mais memorável que já aconteceu em uma viagem.

Uma vez, há mais de 10 anos, eu me hospedei no Garzon, pousada que fica em um vilarejo perdido no tempo no Uruguai, do chef argentino Francis Mallman. Era um Réveillon e estava conformada que a virada seria ali mesmo, há alguns bons quilômetros da onda mais próxima. A surpresa veio na ceia: Francis estava lá com sua família e amigos e preparou todo o jantar pessoalmente. Maravilhas como vieiras a la plancha com radicchio, cordeiro com papas domino, tarteletas, todas feito pelo grande chef. Não bastasse o banquete, a noite teve ótima companhia e muita animação com uma turma inusitada que Mallman reuniu – com um marchand inglês, um casal de arquitetos holandeses, uma artista plástica baiana. Desde então, voltei todos os verões para o Uruguai fazendo uma parada obrigatória no Garzon para ao menos uma refeição.

6. Um quarto de hotel que te faz sonhar acordada…

Quando me hospedei pela primeira vez no Dolder Grand, em Zurique, alguns vários anos atrás, fiquei muito impactada. O hotel era muito tecnológico para seu tempo e era a primeira vez que eu via coisas como cortinas controladas por Ipad, TV no espelho do banheiro, automação de luzes – tudo com espaço, muita luz, vistas da cidade e uma varanda enorme, cercada pelo véu metálico projetado por Norman Foster para envolver o castelinho histórico do hotel original. Não dava vontade de sair.

7. Qual o maior choque cultural que já viveu?

Com certeza, todos os choques da Índia – da pobreza à espiritualidade, passando pela estética e pela loucura das cidades. Mas tem uma historinha em especial que me marcou. Viajei num roteiro de caminhada pelas montanhas do Kumaon, num dos programas incríveis que a Matueté organiza e uma das viagens mais legais que existem no mundo. Esse roteiro é 100% privativo, todo acompanhado por um guia e com hospedagem em casinhas locais retrofitadas, um charme. Nosso guia, Reno, devia ter uns 23 anos. Falava um inglês impecável por conta de um intercâmbio na Nova Zelândia. Era originalmente do Assam, região da Índia pra lá de Bangladesh, de uma cidade sem acesso rodoviário (demorava um dia a pé, depois da última estação de trem, para chegar ao vilarejo onde nasceu).

Reno era um ótimo companheiro e saber da vida dele era um dos muitos atrativos do roteiro. No final de um dia intenso de caminhada, já começando a esfriar, tivemos a notícia de que a casinha daquela noite estava sem água quente. Fiquei imediatamente frustrada, já pensando no potencial desconforto. Mas fui recebida com um balde de cobre com água escaldante, toalhas de linho e uma canequinha linda, um sabão artesanal perfumado e aquele acabou sendo o banho mais gostoso da viagem. Comentei com Reno que a minha primeira experiência de banho de balde tinha sido um sucesso. O choque, aí, foi dele: ‘Você nunca tinha tomado um banho de balde? Eu vi um chuveiro pela primeira vez aos 18 anos, quando cheguei em Auckland! Nem sabia como funcionava’. O banho, que para mim era inédito, era a realidade de quase uma vida toda do Reno.

8. Qual o seu filme, livro ou programa de TV sobre viagens favorito?

Os programas do Anthony Bourdain, Parts Unknow e o mais antigo, No Reservations. Tinha me esquecido de quanto gostava, até ver o documentário sobre sua vida, Roadrunner, lançado esse ano. Comecei a rever todos os episódios das séries originais, me deliciando com seu olhar crítico, humor ácido e curiosidade por personagens e comidas mundo afora, sempre procurando o único, o diferente, o real. Amo demais e sinto muita falta.

9. Temos só dois dias para conhecer a sua cidade, São Paulo: quais programas imperdíveis recomenda?

Começaria torcendo para que seja um sábado e um domingo! Eu amo ficar em São Paulo no final de semana e pré-pandemia tinha uma vida urbana bastante ativa. No sábado, um tour arquitetônico, como os que a Superbacana oferece com a curadoria e o conteúdo de um especialista, terminando no Centro, com caipirinhas e petiscos no Orfeu, aos pés do Copan e visitando a deliciosa livraria Megafauna. No domingo, bicicleta e centros culturais de ponta a ponta da Avenida Paulista: IMS, Masp, Japan House. São imperdíveis e, de quebra, contam com excelentes restaurantes: Balaio, A Baineira, Aizomê. É meu programa preferido.


Deu vontade de conhecer o mundo de uma maneira absolutamente única?
Fale com o seu consultor Matueté para saber mais sobre estas e outras jornadas raras.

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Ninguém melhor do que Gabi Figueiredo para a nova edição da série Viajando com, em que convidamos viajantes para contar suas mais incríveis descobertas em andanças nada óbvias.

Das caminhadas na Índia aos encantos culturais do Japão, ela é especialista em pesquisar os mais minuciosos segredos de um destino para garantir que seus roteiros sejam marcados pelo autêntico, pelo inesperado. A seguir, Gabi divide conosco suas experiências mais genuínas para que suas próximas viagens sejam únicas, daquelas que ficam para sempre na memória e no coração. Prontos?

1.Se você pudesse viajar para qualquer lugar amanhã, para onde iria?

Japão. Mesmo chegando só depois de amanhã! Conhecer o Japão é mais do que uma viagem no espaço. É uma viagem no tempo, para o futuro, mas um futuro imagético, de neons, robôs e vending machines. E é minha grande frustração pandêmica: tinha planejado passar dez dias em Kyoto no Réveillon de 2020 – aguardando ansiosamente a reabertura.

2.Qual a memória de viagem que mais aquece o seu coração?

De tempos em tempos, tento fazer uma viagem só com a minha mãe. Gostamos de alugar apartamentos e passar muitos dias numa cidade só, batendo perna, comprando comidinhas nas vendas locais, vendo tudo o que tem para ver, comendo em todo tipo de restaurante. Fizemos isso uma primeira vez em Paris e foi muito especial. Alugamos um apartamento que era uma antiga cocheira de um prédio do séc. XVIII, ao lado do Marché des Enfants Rouges e, na cartinha de boas vindas, o proprietário incluía um voucher para um buquê de flores de uma banca do mercado. Fomos correndo buscar o nosso e nunca me esqueço da alegria que esse pequeno gesto significou.

3.Conte pra gente seu segredo, aquele cantinho no mundo que só você conhece.

A taverna Kalofego, na praia de Pori, em Koufunisia.
Com 17km de perímetro (e 5 km² de área), é uma verdadeira joia das Cíclades. A típica ilha grega pacata, com cabras nas montanhas, janelas azuis, igrejinhas brancas e praias de cair o queixo, como Pori (de areia, em forma de meia-lua, perfeita). No fundo da praia, uma taverna, com mesinhas ao ar livre e um menu que muda todo dia, com uma abordagem muito atual da cozinha mediterrânea e os melhores ingredientes locais. Até a infalível salada de tomate com feta é melhor lá.

4. Todo mundo tem uma história curiosa de viagem. Conte pra gente um fato estranho que aconteceu com você.

Eu torci meu pé na minha festa de casamento e embarquei, no dia seguinte, para o Atacama com um robofoot na perna esquerda. Imagine uma viagem onde andar seria importante? Então, eu cheguei de cadeira de rodas. O Explora, onde fiquei, além de ser 100% acessível, conseguiu fazer uma mágica: transformou aqueles dias de tal forma que eu não perdesse nada. Consegui ver um dos cenários mais impressionantes da minha vida ­– o Salar de Tara – e até me aventurei numa baguncinha nas dunas no último dia. Lua de Mel é para ser inesquecível e a minha certamente foi.

5. A refeição mais memorável que já aconteceu em uma viagem.

Uma vez, há mais de 10 anos, eu me hospedei no Garzon, pousada que fica em um vilarejo perdido no tempo no Uruguai, do chef argentino Francis Mallman. Era um Réveillon e estava conformada que a virada seria ali mesmo, há alguns bons quilômetros da onda mais próxima. A surpresa veio na ceia: Francis estava lá com sua família e amigos e preparou todo o jantar pessoalmente. Maravilhas como vieiras a la plancha com radicchio, cordeiro com papas domino, tarteletas, todas feito pelo grande chef. Não bastasse o banquete, a noite teve ótima companhia e muita animação com uma turma inusitada que Mallman reuniu – com um marchand inglês, um casal de arquitetos holandeses, uma artista plástica baiana. Desde então, voltei todos os verões para o Uruguai fazendo uma parada obrigatória no Garzon para ao menos uma refeição.

6. Um quarto de hotel que te faz sonhar acordada…

Quando me hospedei pela primeira vez no Dolder Grand, em Zurique, alguns vários anos atrás, fiquei muito impactada. O hotel era muito tecnológico para seu tempo e era a primeira vez que eu via coisas como cortinas controladas por Ipad, TV no espelho do banheiro, automação de luzes – tudo com espaço, muita luz, vistas da cidade e uma varanda enorme, cercada pelo véu metálico projetado por Norman Foster para envolver o castelinho histórico do hotel original. Não dava vontade de sair.

7. Qual o maior choque cultural que já viveu?

Com certeza, todos os choques da Índia – da pobreza à espiritualidade, passando pela estética e pela loucura das cidades. Mas tem uma historinha em especial que me marcou. Viajei num roteiro de caminhada pelas montanhas do Kumaon, num dos programas incríveis que a Matueté organiza e uma das viagens mais legais que existem no mundo. Esse roteiro é 100% privativo, todo acompanhado por um guia e com hospedagem em casinhas locais retrofitadas, um charme. Nosso guia, Reno, devia ter uns 23 anos. Falava um inglês impecável por conta de um intercâmbio na Nova Zelândia. Era originalmente do Assam, região da Índia pra lá de Bangladesh, de uma cidade sem acesso rodoviário (demorava um dia a pé, depois da última estação de trem, para chegar ao vilarejo onde nasceu).

Reno era um ótimo companheiro e saber da vida dele era um dos muitos atrativos do roteiro. No final de um dia intenso de caminhada, já começando a esfriar, tivemos a notícia de que a casinha daquela noite estava sem água quente. Fiquei imediatamente frustrada, já pensando no potencial desconforto. Mas fui recebida com um balde de cobre com água escaldante, toalhas de linho e uma canequinha linda, um sabão artesanal perfumado e aquele acabou sendo o banho mais gostoso da viagem. Comentei com Reno que a minha primeira experiência de banho de balde tinha sido um sucesso. O choque, aí, foi dele: ‘Você nunca tinha tomado um banho de balde? Eu vi um chuveiro pela primeira vez aos 18 anos, quando cheguei em Auckland! Nem sabia como funcionava’. O banho, que para mim era inédito, era a realidade de quase uma vida toda do Reno.

8. Qual o seu filme, livro ou programa de TV sobre viagens favorito?

Os programas do Anthony Bourdain, Parts Unknow e o mais antigo, No Reservations. Tinha me esquecido de quanto gostava, até ver o documentário sobre sua vida, Roadrunner, lançado esse ano. Comecei a rever todos os episódios das séries originais, me deliciando com seu olhar crítico, humor ácido e curiosidade por personagens e comidas mundo afora, sempre procurando o único, o diferente, o real. Amo demais e sinto muita falta.

9. Temos só dois dias para conhecer a sua cidade, São Paulo: quais programas imperdíveis recomenda?

Começaria torcendo para que seja um sábado e um domingo! Eu amo ficar em São Paulo no final de semana e pré-pandemia tinha uma vida urbana bastante ativa. No sábado, um tour arquitetônico, como os que a Superbacana oferece com a curadoria e o conteúdo de um especialista, terminando no Centro, com caipirinhas e petiscos no Orfeu, aos pés do Copan e visitando a deliciosa livraria Megafauna. No domingo, bicicleta e centros culturais de ponta a ponta da Avenida Paulista: IMS, Masp, Japan House. São imperdíveis e, de quebra, contam com excelentes restaurantes: Balaio, A Baineira, Aizomê. É meu programa preferido.


Deu vontade de conhecer o mundo de uma maneira absolutamente única?
Fale com o seu consultor Matueté para saber mais sobre estas e outras jornadas raras.

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25 de junho de 2021

:: RELATOS DE VIAGEM

Viajando com Bobby Betenson

 

Seguimos em busca de jornadas transformadoras mundo afora.
Na série Viajando com, convidamos viajantes para contar suas mais incríveis descobertas em andanças nada óbvias para inspirar seus próximos planos.

O entrevistado da vez é nosso sócio-fundador Bobby Betenson, um eterno apaixonado pela natureza, que gosta de fazer as malas para descobrir novas visões de mundo. A seguir, ele abre seu baú de memórias e revela histórias que vão dos prazeres da boa mesa na Toscana aos encantos do Pantanal. Entre mares e montanhas, não faltam boas aventuras para realizar em breve.


Se pudesse viajar para qualquer lugar amanhã, qual seria sua escolha?

Para um destino na natureza, me reconectar. Evitaria cidades grandes e tempo demais em carros ou trens. Esquiar e sentir o ar limpo das montanhas provavelmente. Ou quem sabe velejar pela Europa: curtir a linda cor da água do Mediterrâneo com o conforto
de um barco privativo.

Todo mundo tem uma história curiosa de viagem. Conte pra gente as suas mais marcantes.

Quando fui à África do Sul pela última vez, revisitei seis reservas em torno do Kruger Park em sete dias. Nesta região, estão os únicos três leões albinos selvagens no mundo, que transitam livremente por todas essas propriedades – não há qualquer cercas entre elas. E acreditem que tive o privilégio de ver um deles logo pela manhã na fronteira do Kruger com Moçambique e, à tarde, os outros dois no lado oeste do parque. Posso dizer que sou um dos poucos, ou até o único, a ter visto todos os leões brancos selvagens do planeta no mesmo dia!

Qual a memória de viagem que mais aquece o seu coração?

Uma temporada na Toscana ao lado de bons amigos, experimentando vinhos de pequenos produtores, comprando delícias fresquinhas em mercadinhos locais. E, claro, celebrando a amizade diariamente em torno de uma boa mesa regada a risadas espontâneas e abundantes!

Conte pra gente seu segredo, aquele cantinho no mundo que só você conhece.

As salinas e vazantes do Pantanal da Nhecolândia. Em uma determinada época do ano, o destino oferece um dos pernoites ao ar livre mais lindos que se pode imaginar.

Qual o seu filme, livro ou programa de TV sobre viagens favorito?

Hoje, acho os programas de viagem muito produzidos e desconfio se os lugares são realmente tão bonitos quanto aparentam. Os livros me conectam mais aos destinos por conta do relato narrativo. Gosto das obras de aventuras e busco, a partir delas, recriar meus roteiros.
Quando estou in loco, adoro os guias da Fodors para me aprofundar na história e nos detalhes do destino.

A refeição mais memorável que já aconteceu em uma viagem.

Um jantar no restaurante do hotel Abadia Retuerta, à beira Duero, bem perto da famosa vinícola Vega Sicilia. O salão ocupa o antigo refeitório dos abades do século 15 e ainda mantém parte dos afrescos originais. Além do local ser lindíssimo, a comida é espetacular e o vinho, perfeito. Realmente memorável.

Tirando a sua própria casa, qual o seu lugar no mundo, aquela cidade, vila, rua que te faz sentir abraçado?

No Brasil, o Pantanal: estar lá me traz uma sensação deliciosa de voltar para casa. Na Europa, Zurique é uma cidade que adoro e sempre
tenho vontade de revisitar.

Qual o maior choque cultural que já viveu?

Uma visita às comunidades indígenas do Alto Xingu, dentro da reserva. Nesta viagem, entendi que nosso contato pode destruir um povo tão diferente, ainda que façamos de tudo para protegê-los. Já estive com comunidades diferentes mundo afora e de todas as partes do Brasil, mas a proximidade física e a distância de valores nesta ocasião mexeu muito comigo.

Um quarto de hotel que te faz sonhar acordado …

Certamente o de Singita Lebombo, na África do Sul. Fica pendurado na encosta de um rio onde hipopótamos, crocodilos e outros animais bebem água o tempo todo. E para quem gosta de dormir acompanhado pelos sons da natureza, eles montam uma cama – protegida por mosquiteiro – na varanda.

Temos só dois dias para conhecer a sua cidade (São Paulo), quais programas imperdíveis recomenda?

Considerando que o viajante não conhece nada do Brasil, recomendaria um passeio de bike da Vila Madalena aos Jardins, que poderia começar em uma feira de rua e acabar com um drink em um dos restaurantes mais elegantes da cidade. No caminho, paradas estratégicas para visitar lojas e galerias dos dois bairros. Também recomendaria velejar na represa de Guarapiranga ao final do dia, com as novas torres espelhadas do Parque da Cidade no horizonte. Afinal, mesmo dentro da louca selva de pedra que é São Paulo, ainda há alguns refúgios de contato com a natureza.

O que te motiva a viajar?

Conhecer gente que pensa diferente de mim, sem necessariamente entrar em conflito, mas apenas perceber as situações de um ângulo que jamais considerei. O mundo é tão diverso, mas nossos desafios são essencialmente os mesmos.


Sonhando com estas e outras aventuras? Fale com seu consultor Matueté e descubra mais sobre experiências únicas pelo mundo.


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5 de abril de 2021

:: RELATOS DE VIAGEM

As fronteiras mundo afora podem estar mudando constantemente, mas nossa vontade de buscar experiências transformadoras só cresce. E é por isso que iniciamos hoje a série Viajando com, em que nosso time conta suas mais incríveis aventuras e segredos descobertos em andanças nada óbvias.

Para começar, ninguém melhor do que Susanna Lemann, nossa fundadora, viajante curiosa há longa data e apaixonada pela natureza. Dos hikings pelo Tibet aos castelos da França, passando pelos vilarejos da Etiópia, ela está sempre em busca de jornadas raras para o nosso portfólio. A seguir, Susanna divide conosco seu diário de viagem recheado de boas memórias. Afinal, nada melhor do que histórias reais para inspirar nossos planos futuros.

1.Se pudesse viajar para qualquer lugar amanhã, qual seria sua escolha?

Eu voltaria para o Butão e o Nepal… Adoro caminhar e estou com saudades destas trilhas envoltas pelo ar puro das montanhas do Himalaia, das tradições místicas, do yoga e das pessoas simples e felizes que vivem por lá. Parece fugir da realidade, né? A verdade é que eu tenho o sonho de viver em um lugar de florestas verdes, povos com tradições ricas e uma governança pragmática, sem Covid, briga ou violência. O Brasil poderia ser este lugar!

2.Qual a memória de viagem que mais aquece o seu coração?

Minha lua de mel foi na França, andando de bicicleta pelo Vale do Loire, dormindo uma noite em cada castelo. Uma viagem encantadora em todos os sentidos: pelas histórias fascinantes de reis e rainhas, conquistas e perdas; pelos campos verdes da região; suas cidadezinhas históricas; as coloridas feiras ao ar livre e as “baguettes” com queijos deliciosos que encontramos pelo caminho. Aprendi a apreciar vinho tinto e hoje me gabo de entender do assunto e da culinária mediterrânea. E o melhor foi que, por conta do nosso status de recém-casados, éramos convidados a ocupar a suíte principal dos castelos. Por isso posso dizer que sou uma princesa real!

3.Conte pra gente seu segredo, aquele cantinho no mundo que só você conhece.

Já ouviram falar do “Tea Horse Trail”? É uma rota comercial perigosa, por montanhas íngremes entre a China e o Tibet. Trata-se de um trecho mais frequentado no século XIII, quando a China trocava seus chás pelos cavalos tibetanos. Era louca para conhecer e abracei o desafio de organizar uma viagem de aventura – que não abria mão do conforto – para um grupo de dez amigas. Começamos nos adaptando à altitude em Shangri-La. Caminhamos em florestas de flores rhododendrons gigantes, atravessamos rios – alguns bastante bravos – e seguimos trilhas estreitas entre vilarejos pequenos no alto de vales intermináveis. Foi uma bela jornada, repleta de piqueniques inesquecíveis e surpresas carinhosas. Dormimos em “family lodges”, que surpreenderam pela hospitalidade e qualidade. Achamos monastérios escondidos, assistimos debates dos monges, ajudamos a imprimir as rezas e cantamos. Comemos muito pão de cevada e iogurte de yak, entre tantas outras experiências inesquecíveis. Ficou a incrível sensação de sermos desbravadoras de um canto inusitado e ainda muito pouco explorado neste mundo.

4. Todo mundo tem uma história curiosa de viagem. Conte pra gente as suas mais marcantes.

Aconteceram muitas coisas curiosas, principalmente quando viajava com menos recursos. Nos roteiros de ônibus pelas Américas Central Latina, por exemplo, lembro particularmente das galinhas e dos porquinhos que nos acompanhavam o tempo todo no teto do ônibus ou da garota que insistia em deixar seu bebê comigo na beira do lago Titicaca. Com o privilégio de poder viajar com mais estrutura, as histórias mudam. Hoje adoro uma aventura, mas tem duas coisas que considero essenciais: dormir em uma cama boa e caminhar sem peso nas costas. Mais recentemente, eu e duas amigas entregamos nossos pertences para percorrer uma caminhada em Myanmar, com o objetivo de chegar em um monastério à noite. Andamos o dia todo por paisagens lindíssimas e, quando alcançamos o vilarejo montanhoso no final da tarde, percebemos que não havia como um carro – ou nossas mochilas – acessarem o local. Para completar, o monastério não tinha água, nem cama. Dormimos no chão, mas protegidas por uma estátua de buda.
Foi contra todos os princípios da Matueté, que, aliás, não organizou esta parte, mas sobrevivemos e hoje nos divertimos com o episódio. Lembro com carinho também do convite que recebi de surpresa para o casamento de um príncipe indiano em Udaipur, no exato momento em que caminhava com minhas amigas pelo norte da Índia. Foi uma das experiências mais ricas e alegres na minha vida! Ou do burro que nos seguiu inesperadamente pela trilha do Caminho de Abrão, incrementando nossas fotografias bíblicas e até salvando uma participante que torceu o pé.

5. A refeição mais memorável que já aconteceu em uma viagem.

No final do nosso trekking pelas Dolomitas, chegamos super cansadas no Hotel Rosa Alpina. Cansados demais para jantar? Nem pensar!
O chef do restaurante St. Hubertus, três estrelas Michelin, nos surpreendeu com um banquete de gastronomia local e sustentável em uma inesquecível aventura sensorial.

6. Um quarto de hotel que te faz sonhar acordada …

Amo a natureza e sou muito ativa, então meu quarto de hotel não precisa ser muito luxuoso, mas confortável e com uma vista incrível.
Nada melhor do que sentar em uma varanda com vista para o Delta do Okavango e admirar seus pântanos de tirar o fôlego, com uma vida selvagem intensa, apreciando o som deste universo intacto. Também sou uma mergulhadora apaixonada, preocupada com a proteção dos oceanos. Depois de nadar com mantas ou tubarões baleia nas águas cristalinas das Maldivas, amo descansar em um bangalô sobre a água. No Tahiti, faço o mesmo e ainda aproveito os tratamentos maravilhosos do spa.

7. Qual o maior choque cultural que já viveu?

Foi na Etiópia, especialmente no sul, onde visitei povos indígenas muito, muito simples, na beira do rio Omo, que raramente têm contato com a civilização. Me impressionei com suas decorações corporais – tatuagens, piercings, pratos labiais – e com os rituais tradicionais.
Experiências como essa me fazem refletir sobre a importância de um turismo harmonioso, que respeite a cultura e a história de cada lugar. Tive a mesma sensação quando viajei ao Xingu e pude assistir às demonstrações de kuarup e huka-huka com meus filhos. Um tremendo espetáculo, mas um choque cultural, em que tento achar uma justificativa para nossa invasão a este espaço sagrado, pela incompatibilidade entre tradição e a modernização.

8. Tirando a sua própria casa, qual o seu lugar no mundo, aquela cidade, vila, rua que te faz sentir abraçada?

Eu sempre falo que poderia morar em qualquer lugar no mundo. Amo cidades grandes por sua dinâmica, além de ofertas culinárias
e culturais. Poderia falar de São Paulo, Singapura, Paris, New York… Mas a que mais sinto saudades é Los Angeles. Meu filho estudou lá e me mostrou seu lado jovem, restaurantes veganos, exposições  inusitadas, lojas inovadoras e seu estilo de vida relaxado no calçadão de Venice Beach. Fico no Shutters On The Beach, onde sou saudada pelo nome e recebo sugestões de novidades interessantes para explorar.

9.Temos só dois dias para conhecer Zurich, sua cidade: quais programas imperdíveis recomenda?

Se quiser fugir dos turistas da Bahnhofstrasse, coloque um sapato confortável e caminhe pelas ruelas estreitas e quintais românticos da cidade antiga, chamada de Niederdorf. Suba até o Lindenhof e aprecie a vista das igrejas, da universidade e das casas históricas na beira do rio Limmat. Entre na igreja Fraumünster para admirar os vidros coloridos do Chagall. Recomendo, inclusive, um tour guiado a pé, que desvenda alguns hábitos bem curiosos dos suíços. Se tiver meio dia livre, pegue um trem até Zürich-West, a parte recém reformada da cidade, com lojas e mercados de arquitetura e espírito jovem. Almoce no Hiltl, restaurante vegetariano mais requintado do mundo –experimente o tartar vegano! Reserve um peixe no Ristoranti Bianchi, ou uma “Bratwurst” (salsicha alemã) no famoso Zeughauskeller. Dois dias é pouco, mas não deixe de visitar o museu Kunsthaus ou assistir a uma performance da Ópera. Para se hospedar, se preferir a cidade antiga, recomendo o Boutique Hotel Marktgasse, ou o Storchen, que tem
vistas memoráveis.

10.O que te motiva a viajar?

Sou muito curiosa e gosto de aprender. Quando surge o interesse sobre um país, começo logo a pesquisar. Quando era estudante, todas as férias saía pela Europa pedindo carona. Com 24 anos, viajei pela primeira vez de mochila, com meu próprio dinheiro. Comecei pela Rússia, no trem transiberiano, e acabei no Brasil. Me apaixonei pelas belezas naturais e seu povo alegre e voltei para trabalhar aqui. Foi assim que passei a organizar férias para minha família e meus amigos e acabei ajudando a fundar a Matueté. Com a nossa produtora, minhas viagens ganharam qualidade, detalhes, surpresas, consciência e ainda mais carinho. Nunca viajo sozinha: gosto de compartilhar os momentos inusitados e que fortalecem as relações entre as pessoas.
Hoje organizo meus roteiros com dois objetivos: valorizar a união familiar e as amizades, ou buscar algo muito raro e precioso, que precisa ser protegido.

11. Qual o seu filme ou livro favorito sobre viagens?

O documentário A life on our planet, de David Attenborough, e o livro A short walk in the Hindu Kush, de Eric Newby, uma leitura gostosa e divertida sobre um explorador inglês que se aventurou nesta cordilheira no Afeganistão e Paquistão.

12. Quais as próximas viagens no seu radar?

Estou planejando descer o Nilo, no Egito, com toda a família a bordo de um veleiro, caminhar com amigas na costa Vicentina, em Portugal, e observar os ursos polares em Svalbard, na Noruega.

Deu vontade de embarcar nestas e em outras aventuras?
Fale com o seu consultor Matueté e planeje suas próximas jornadas.

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