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Matueté Blog

Culture & History

26 de abril de 2016 0

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Há 22 anos, conheci minha mulher em uma viagem mochilando pelo Peru. Foi uma viagem mágica, onde fizemos a trilha Inca na ”raça”, carregando tudo que precisávamos para chegar a Machu Picchu.

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Muita coisa mudou de lá pra cá e hoje o Peru é talvez o país com a melhor infra-estrutura para o turismo de aventura de luxo da América do Sul.

Resolvi recriar nossa aventura em Janeiro desse ano, dessa vez com nossos filhos de 10 e 14 anos para sua primeira viagem de trekking pelos Andes.

É surpreendente como é fácil a chegada a partir de São Paulo; partimos bem cedo e com uma escala rápida em Lima, conseguimos chegar em Cusco para o almoço.

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Saímos direto em direção ao incrível Vale Sagrado que reúne mais hotéis espetaculares que todos os destinos de natureza do Brasil juntos!

Optamos por ficar no excelente Sol Y Luna, um Relais & Chateaux com vários bangalôs e uma gastronomia especial.

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De lá saíamos todos os dias para explorar a região…

Ruínas incas espetaculares, o vilarejo de Chinchero, com seus tecidos peruanos de alta qualidade, onde minha filha se encantou com todo o processo artesanal para o tingimento dos fios com produtos naturais, até a tecelagem dos mais incríveis panos.

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Mas o ponto alto mesmo foi a trilha de 2 dias e 1 noite que fizemos, acampando com todo o conforto na cidadela Huchuy Qosco e sem mais ninguém pelo caminho. A trilha é lindíssima e na medida certa para uma menina de 10 anos.

Uma equipe de carregadores e cozinheiros levavam nossos equipamentos, montavam o acampamento e produziam deliciosas refeições.

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Havia sempre um cavalo a disposição para apoio nos momentos mais desafiantes. Pegamos uma chuva forte no final do dia, mas que foi mais do que recompensado pelo arco-iris mais intenso que já vi ao chegarmos ao nosso acampamento. Inesquecível! 

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A visita a Macchu Picchu é sempre incrível, uma mistura de encantamento puro com aula de história.O gran finale da viagem foi em Cusco, uma daquelas cidades que toca a todos que têm alma de viajante: arquitetura incrível, bons restaurantes, pequenas vielas para se embrenhar, lojas interessantes e gente do mundo inteiro.

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Essa viagem é ideal para famílias que têm pelo menos 6 dias para viajar e gostam de natureza e história.A trilha pelo Andes e nosso acampamento por uma noite, com todo o conforto, foi um daqueles momentos que sei que nossa família vai lembrar para sempre.

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Se quiser mais dicas sobre como organizar uma viagem do tipo, ideal para as férias do meio do ano, fale com a gente. :)

Martin Frankenberg

*Imagens acervo pessoal Martin Frankenberg
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29 de março de 2016 0

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Bastam alguns dias passeando pelas cidades históricas de Minas para uma verdadeira viagem no tempo…

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A primeira vista, pode não parecer o destino ideal para famílias com crianças (por causa do denso conteúdo cultural), mas desenvolvemos um roteiro especial com foco nas lendas e curiosidades da região do ponto de vista de uma contadora de histórias; uma forma de aprender se divertindo bastante!

Visitar os arredores é essencial para conhecer as exuberantes igrejas barrocas, os museus, os irresistíveis quitutes mineiros e as trilhas que revelam lindas paisagens entre serras e montanhas.

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Belo Horizonte costuma ser o ponto de partida e um dos projetos mais importantes de Oscar Niemeyer, a igreja da Pampulha é um must see da cidade.

Em seguida, uma parada estratégica no Instituto Inhotim considerado o maior museu de arte contemporânea a céu aberto do mundo, com obras de artistas brasileiros consagrados como Tunga, Cildo Meireles, Hélio Oiticica, Amilcar de Castro, Vik Muniz e Adriana Varejão.

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Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco, Ouro Preto guarda um conjunto arquitetônico inigualável e tem como highlights o Museu da Inconfidência e as Igrejas São Francisco de Assis e Nossa Senhora do Pilar. Uma delícia caminhar pelas ladeiras de pedra do centro e conhecer as construções coloniais, atêlies e feirinhas de artesanato.

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Tiradentes revela uma momento diferente do ciclo do ouro e temos um programa imperdível por lá: um concerto privativo de orgão português na Igreja Matriz.

E nada melhor do que aliar à rotina de exploração a bons dias de sossego no campo. A Reserva do Ibitipoca é considerada por muitos a fazenda dos sonhos!

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O tradicional casarão de 1715, sede da Pousada Reserva do Ibitipoca, foi reconstruído em 2006 mantendo suas características originais. Imagine acordar ao som dos pássaros, em um quarto aconchegante, super charmoso e com uma vista incrível do lago ou da Pedra do Gavião – isso sem falar do mais perfeito café da manhã colonial.

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Entre as várias atividades oferecidas estão passeios a cavalo, trilhas entre cachoeiras, grutas e piscinas naturais, yoga, meditação e obras de arte de tirar o fôlego. Uma experiência renovadora e inesquecível.

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Se ficou com vontade de garantir dias de contemplação e harmonia em um dos lugares mais acolhedores do país, fale com a gente.  :)

*Imagens: Arquivo Matueté e cedidas pelo Instituto Inhotim e Reserva do Ibitipoca
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21 de outubro de 2015 0

:: (a) Europa | Acontece por aí | Culture & History | Dica do Viajante | Sem categoria

Última chamada para uma viagem nas cores e belezas dos tecidos indianos

E quem dividiu com a gente essa novidade foi o Edson José (nosso querido Ed), travel consultant de viagens internacionais e que essa semana faz uma participação especial em nossas mídias sociais.

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Um dos nossos museus favoritos de Londres, o Victoria & Albert, abriga uma exposição imperdível sobre o mundo dinâmico e multifacetado dos tecidos artesanais da Índia dos séculos XVII a XIX:  The Fabric of India.

São cerca de 200 itens, feitos à mão, dos primórdios do universo têxtil à moda contemporânea: uma verdadeira imersão no tempo!

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Um dos tesouros da exposição é a tenda do sultão de Mysore do século XVIII, que mede 58m² e uma tapeçaria de Gujarat, do início do século XX, descoberta por acaso nas ruas de Nova Iorque.

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 A mostra pode ser visitada até 10 de janeiro de 2016, então ainda dá tempo de se organizar.

Thanks Ed :)

 *Fonte das imagens: www.vam.ac.uk/content/exhibitions/the-fabric-of-india/about-the-exhibition/
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13 de julho de 2015 0

:: (a) Europa | Art & Architecture | Culture & History | Dica do Viajante

Bilbao é uma cidade surpreendente no País Basco, norte da Espanha, bem conhecida pela altíssima qualidade gastronômica, o forte movimento separatista e a vanguarda cultural.

Só isso já valeria a visita, mas quem precisa de mais um motivo, lá vai: o museu mais bacana da cidade, o Guggenheim, recebe a exposição “Basquiat: ahora es el momento”, com trabalhos do grafiteiro e artista plástico nova iorquino Jean-Michel Basquiat, que revolucionou a arte contemporânea nos anos 80 e influencia muita gente até hoje.

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A mostra resgata mais de 100 desenhos e pinturas do artista e é a primeira retrospectiva temática do trabalho dele, então quem estiver pelas cercanías de Bilbao já pode se considerar um viajante de muita sorte!

A exposição fica até novembro, então ainda dá tempo de se organizar. :)

 

 

 

 

 

 

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7 de julho de 2015 0

:: (a) Américas | *Urban | Acontece por aí | Culture & History

A exposição Kandinsky: Tudo Começa Num Pontodo celebrado pintor russo Wassily Kandinsky, está passando uma temporada no Brasil desde novembro (já passou por Brasília, Rio e Belo Horizonte), mas amanhã (08.07) é a vez de São Paulo ter o privilégio de conferir as mais de 150 peças do artista, um dos mais influentes do século 20 e considerado o pai do abstracionismo.

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É a primeira vez que uma exposição dessa magnitude sai da Europa, uma oportunidade rara de conferir as influências marcantes da  trajetória artística de Kandinsky e sua relação com a espiritualidade e a cultura popular. Imperdível mesmo!

A mostra fica na cidade até setembro no Centro Cultural Banco do Brasil e é gratuita.

Nada melhor que esquentar as tardes de inverno com inspiração e sensibilidade. :)

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1 de julho de 2015 1

:: (a) Américas | Brazil - North Region | Culture & History | Nature

Você já ouviu falar da Fordlândia, uma cidade na Amazônia que foi abandonada quase tão rápido quanto foi construída? Se ainda não ouviu, confira essa história fantástica que mais parece um filme…

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Basicamente, começou assim: em 1928, o bem sucedido engenheiro norte americano (e fundador da Ford Motor) Henry Ford, colocou uma cidade inteira desmontada nos porões de dois navios e despachou para a floresta Amazônica!

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Ele havia adquirido um terreno de quase 15.000km² às margens do rio Tapajós e tinha o intuito de produzir ali todo o látex necessário para a produção dos pneus de sua empresa, além de criar um subúrbio americano bem no coração da floresta. E ainda por cima, num ataque de criatividade, ele a chamou de Fordlândia. :)

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Em um período relativamente curto de tempo, já havia casas, água encanada, eletricidade, um hospital de primeira linha e alguns extras como piscinas e até um cinema. A cidade transplantou até mesmo os hamburguers e as típicas danças de quadrilha dos EUA, imagine só!

Esse tipo de imposição cultural talvez até fosse aceito, caso a produção de borracha tivesse decolado, mas o que Ford não sabia é que o o ciclo da borracha já havia acabado no Brasil e que as seringueiras da Fordlândia eram plantadas em solo infértil e muito próximas entre si, o que as tornava um alvo fácil para pragas agrícolas. Além disso, os funcionários brasileiros começaram a se rebelar contra as regras estritas no estilo de vida.

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A sentença de morte para a Fordlândia veio alguns anos mais tarde, em 1945, quando a invenção da borracha sintética tornou a cidade irrelevante. No mesmo ano, Henry Ford II (neto do empresário) tornou-se presidente da Ford e decidiu encerrar as operações na cidade. A empresa vendeu a terra de volta para o Brasil com um prejuízo de US$ 20 milhões (ou quase US$ 200 milhões hoje), deixando o pequeno subúrbio de Fordlândia na decadência.

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Hoje, a cidade ainda é habitada, mesmo que totalmente abandonada, em ruínas e atrai visitantes curiosos em ver o sonho que Henry Ford deixou na Amazônia e (para sorte da mãe natureza) não vingou.

E, pasmem: Ford nunca foi à Fordlândia depois de construída!

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*Se ficou com vontade de saber mais dessa história, vale a pena ler Fordlândia – ascenção e queda da cidade esquecida de Henry Ford na Selva, de Greg Grandin. O livro é resultado de uma longa e detalhada pesquisa do historiador americano e foi até finalista do Pulitzer! E veja também o documentário Fordlândia, de Marinho Andrade e Daniel Augusto, que resgata detalhes do local.

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26 de junho de 2015 0

:: *Beach | Art & Architecture | Culture & History | Top 5

Já está mais do que comprovado que o uso de bicicletas melhora a qualidade de vida das pessoas, humaniza as cidades e em tempos de transformações emergenciais, nada mais importante que criar uma alternativa de transporte sustentável e econômico. A criação de espaços urbanos multiculturais, principalmente receptivos às bikes, reforçam a sensação que os ciclistas estão sendo mais respeitados, uma espécie de transição do “underground” para o “mainstream”.

A novidade é que no último sábado (20.06), São Paulo ganhou mais um espaço dedicado aos bike lovers, que dominam cada vez mais as ruas, ciclovias e agora também os agitos da cidade. A Praça Velorama, fica no bairro do Jardim Europa e foi idealizada pelos empresários Dirceu Neto e Pablo Gallardo com o intuito de fortificar a cultura de sustentabilidade dos visitantes e curiosos que chegam por ali.

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O espaço é super descolado, com várias atrações culturais, food trucks e uma loja montada dentro de um contêiner, com bikes fixas e diversos acessórios para o ciclista urbano. Além de oferecer aluguel de bikes elétricas também, o que é uma maravilha!

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A Praça Velorama funciona na Rua Groelândia, de quinta a sábado, das 12h às 20h e tem uma programação ligeiramente temática a cada final de semana, bem divertida.

Vale a pena uma pedalada até lá! :)

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